A informação é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Organização Mundial da Saúde (OMS): levantamento feito em 194 países revela que somente 38,6% dos bebês com menos de seis meses são alimentados somente com o leite da mãe. No Brasil, esse índice está na casa dos 39%. Em apenas 23 países, a amamentação exclusiva é feita com mais de 60% das crianças nessa faixa etária.

O estudo mostra que nenhum país do mundo alcançou todos os padrões da OMS, que recomenda que, até os seis meses, a criança receba somente o leite materno. Nesse período, não deve ser oferecido nenhum outro tipo de comida ou bebida, nem mesmo água ou chá. A orientação é que, após os seis meses, a criança continue a ser amamentada até os dois anos de idade, em associação com a alimentação complementar.

“O leite materno funciona como a primeira vacina de um bebê, protegendo-o de doenças potencialmente mortais e dando-lhe todo o alimento de que precisa para sobreviver e prosperar”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao divulgar o estudo.

Vantagens para as mães e para os filhos

Alimento completo e ideal para o bebê, o leite materno contém todos os nutrientes em quantidades adequadas. É de fácil digestão, fornece água para hidratação da criança e evita problemas com os dentes e com a fala associados ao uso da mamadeira.

Mãe e filho ganham com essa prática. O aleitamento materno contribui para:

  • Promover uma interação profunda entre mãe e filho;
  • Ajudar no desenvolvimento motor e emocional da criança;
  • Fazer o útero da mãe voltar mais rápido ao tamanho natural;
  • Diminuir o risco de hemorragia pós-parto e, consequentemente, de anemia na mãe;
  • Ajudar a mulher a voltar mais rapidamente ao peso que tinha antes da gestação;
  • Diminuir o risco de câncer de mama e de ovário.

Mais: ao ajudar na perda de peso e na diminuição do colesterol, a amamentação pode auxiliar na redução dos riscos de doenças cardiovasculares. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, mulheres que amamentam seus bebês têm 10% menos chances de ter acidente vascular cerebral (AVC) e doenças cardíacas.

Mitos e verdades

A Fundação Abrinq – que mantém projetos para ajudar as mães no processo de amamentação – lembra que vários mitos ainda cercam o aleitamento materno, podendo atrapalhar a adoção dessa prática. Veja o que é ou não é verdade.

Mitos

  • O leite de vaca é mais completo em nutrientes do que o leite materno;
  • Se a mãe não amamentar o primeiro filho, não conseguirá amamentar o segundo;
  • A produção de leite só começa três dias após o parto;
  • O bebê com diarreia não deve ser amamentado;
  • Quando a mulher engravida novamente, não pode mais continuar amamentando;
  • Algumas mulheres produzem pouco leite e, por isso, ele não deve ser oferecido ao bebê.

Verdades

  • Estresse influencia na produção do leite;
  • O leite materno pode ser congelado;
  • Mulheres que estão amamentando não podem tomar nenhum tipo de medicamento sem prescrição médica;
  • Não existe leite fraco;
  • O aleitamento materno exclusivo deve ocorrer até o sexto mês de vida.

Fontes:

https://nacoesunidas.org/apenas-40-das-criancas-sao-alimentadas-exclusivamente-com-leite-materno-nos-6-primeiros-meses-de-vida/

https://www.fadc.org.br/noticias/545-os-beneficios-do-aleitamento-materno.html

http://prevencao.cardiol.br/noticias/principal.asp?sessao=8&noticia=285