Brincar ao ar livre faz bem à saúde e estimula a imaginação das crianças

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A questão é de saúde, de desenvolvimento: além de se conectar por meio de celulares e tablets, de ocupar o tempo com uma série de atividades escolares e extracurriculares, as crianças precisam ter tempo para brincar. Caixas de papelão, lápis, papel, cola, blocos coloridos substituem com vantagens brinquedos caros ou sofisticados.

Autor do livro “O Ministério das Crianças adverte: brincar faz bem à saúde”, o psicanalista português Eduardo Sá observa que brincar serve para aprender, para experimentar, para resolver. “Serve para por afeto, movimento e paixão onde só existia razão. Para nos ligarmos uns aos outros. Brincar ensina a liberdade”, diz ele.

Para o pediatra Anthony Wong, da Universidade de São Paulo, correr, pular, sentar no chão, desenhar ou montar castelinhos são atividades que contribuem para um desenvolvimento saudável, estimulam a imaginação e fortalecem os vínculos familiares. É importante, também, que parte das brincadeiras sejam feitas ao ar livre, incentivando a movimentação da criança e permitindo sua exposição ao sol em horários adequados, o que é essencial para a ativação da vitamina D.