Quando pensamos em câncer de pele, logo vêm à cabeça verão, piscina, praia, parques, férias, protetor solar. Essa associação está correta, afinal as altas temperaturas nas férias de verão lotam as praias, piscinas e parques em todo o Brasil. Mas é só no verão que devemos nos preocupar com a exposição ao sol?

Depois de promover o movimento Dezembro Laranja, com iniciativas de conscientização e diagnóstico precoce no início do verão, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) continua desenvolvendo ações para alertar a população sobre a importância da prevenção diária, o ano todo. A campanha “Se exponha mas não se queime” visa educar sobre os riscos do câncer de pele decorrentes da exposição excessiva ao sol sem proteção e ensina que o filtro solar não é o único cuidado contra a radiação ultravioleta.

O presidente da SBD, José Antonio Sanches, destaca a necessidade da prevenção cotidiana, principalmente por trabalhadores que desempenham suas funções sob o sol, como carteiros, vendedores ambulantes, operários da construção civil, feirantes e outros.

Para esses profissionais, a recomendação é usar equipamentos de proteção individual (EPI): chapéus de abas largas, óculos escuros, roupas que cubram boa parte do corpo e protetores com fator mínimo de proteção solar (FPS) 30. Além disso, deve-se evitar exposição ao sol entre 10 e 16 horas e ingerir bastante líquido, de preferência água e sucos naturais. Essas medidas valem para todas as pessoas.

Para saber mais sobre a campanha, acesse: www.dezembrolaranja.com.br

O que é câncer de pele

Trata-se de um crescimento anormal das células que compõem a pele. Pode se manifestar como uma pinta ou mancha, geralmente acastanhada ou enegrecida; como uma pápula ou nódulo avermelhado, cor da pele e perolado (brilhoso); ou como uma ferida que não cicatriza.

Existem diferentes tipos de câncer de pele. Os mais comuns são carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular – chamados de câncer não melanoma – apresentam altos percentuais de cura se diagnosticados e tratados precocemente. Um terceiro tipo, o melanoma, apesar de não ser o tipo de câncer da pele mais incidente, é o mais agressivo e pode levar à morte. O mais importante é que a doença pode ser evitada e, quando descoberta no início, tem mais de 90% de chance de cura.

 

Você conhece a regra do ABCDE da pinta?

Fique atento a estes sinais e, na suspeita, procure um dermatologista.

ASSIMETRIA: A metade da pinta não “casa” com a outra metade. Pintas perigosas ou melanomas tendem a ter uma assimetria de cores e forma.

BORDAS: Lesões malignas apresentam bordas irregulares, dentadas ou com sulcos, com interrupção abrupta na pigmentação da margem.

COR: A coloração não é a mesma em toda pinta. Lesões muito escuras ou que apresentem diferentes tons em uma mesma lesão devem ser avaliadas, pois podem indicar malignidade.

DIÂMETRO: Lesões que crescem rápido de diâmetros, principalmente aquelas maiores que 6 milímetros levam a uma suspeita maior de lesão maligna.

EVOLUÇÃO: Toda pinta que mudar (mudança de cor, formato, tamanho e relevo) em curto período de tempo (1 a 3 meses) deve ser examinada por um dermatologista.