HD marca presença no World Hospital at Home Congress, em Madri

658

O diretor da Home Doctor, Dr. Cláudio Flauzino, foi o único representante brasileiro a ministrar uma palestra no World Hospital at Home Congress, realizado nos dias 5 e 6 de abril, em Madri, na Espanha. Primeiro evento do setor na Europa, o congresso reuniu representantes de 33 países, 45 palestrantes internacionais, 16 sessões, 93 painéis sobre atenção domiciliar.

Dr. Flauzino abordou os 25 anos do setor no Brasil, que coincidem com a própria história da Home Doctor, empresa pioneira no setor no país, que se mantém uma das líderes até hoje. O segmento teve um crescimento bastante expressivo nos últimos anos. Em 2012, eram 18 empresas atuando nesse mercado. Hoje, são 676. Além das empresas privadas, existe também o serviço Melhor em Casa, do Ministério da Saúde.

Segundo Dr. Flauzino, nesses 25 anos o setor de atenção domiciliar evoluiu significativamente no país. Como exemplos da evolução, ele citou adaptação de equipamentos, capacitação de profissionais de diferentes áreas, definição de contratos/coberturas, criação de serviços de emergência e o desenvolvimento de protocolos de atendimento e de tecnologias. “O serviço de home care surgiu a partir de demandas de desospitalização do paciente, para ficar perto da família. Hoje temos regulação, tecnologias, pessoas e protocolos para garantir esse atendimento humanizado a pacientes estabilizados”, afirma, lembrando que o modelo de atendimento brasileiro foi criado localmente, com base nas nossas demandas e características.

Nesse sentido, segundo Dr. Flauzino, a participação da Home Doctor no World Hospital at Home Congress foi uma boa oportunidade para conhecer outros modelos de atenção domiciliar. “Com essa comparação e troca de experiências, podemos identificar possíveis melhorias”, observa.

A participação da Home Doctor no World Hospital at Home Congress também incluiu a apresentação de três trabalhos. Um deles comparou a prevalência de infecções relacionadas com assistência à saúde de pacientes em internação domiciliar com unidades de terapia intensiva, realizado com base em dados de 2018.

“Comprovamos que os índices de infecções em domicílio são menores do que os hospitalares, inclusive no subgrupo de pacientes de elevada complexidade, como aqueles com dispositivos invasivos como sonda vesical, ventilação mecânica invasiva e cateter venoso central”, diz Fabiana Jacober, autora do estudo. Segundo ela, pode-se concluir que, além de promover maior conforto e qualidade de vida aos pacientes e familiares, o tratamento domiciliar é um serviço seguro, que evita complicações, entre elas as infecções.

Os outros dois estudos apresentados em pôsteres no congresso de Madri foram realizados por Carolina Guimarães. Um deles aborda a ocorrência de infecção respiratória em pacientes com esclerose lateral amiotrófica em internação domiciliar. O outro estudou o tipo de suporte ventilatório em pacientes com doenças neuromusculares durante quatro anos.

Números da atenção domiciliar, segundo o World Hospital at Home Congress

  • Custos 52% menores.
  • Pacientes domiciliares andam 10 vezes mais do que os que estão no hospital.
  • US$ 30 bilhões é a previsão de receita em saúde domiciliar global até 2023.
  • US$ 3 bilhões é a estimativa de economia na Austrália devido a programas de atenção domiciliar.
  • 39% das pessoas internadas em hospital poderiam ter migrado para modelos de atendimento alternativos.
  • 35% dos pacientes com mais de 70 anos tiveram declínio funcional durante a hospitalização.
  • 1 a cada 25 pacientes hospitalizados desenvolve infecção hospitalar.

Editora Conteúdo/Abgail Cardoso