Novo personagem da Turma da Mônica tem distrofia muscular de Duchenne (DMD)

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Edu, um garoto de 9 anos, é o novo personagem da Turma da Mônica. Criado pelo estúdio Maurício de Sousa Produções, ele é o primeiro integrante da turma que tem uma doença degenerativa rara, a distrofia muscular de Duchenne (DMD), que acomete mais meninos.

O novo personagem foi apresentado durante o Congresso Paulista de Pediatria e faz parte do projeto Cada Passo Importa, desenvolvido pela Serepta Farmacêutica, que trará mais duas histórias ao longo do ano.

Além de apresentar a doença, seus sinais – para facilitar o diagnóstico precoce – e as dificuldades vividas por alguém que tem DMD, a missão de Edu é promover a inclusão e derrubar preconceitos. Na história, a mãe de Edu e a professora abordam o tema de maneira didática para facilitar o entendimento, e as interações com a Turma ajudam a demonstrar como auxiliar a pessoa que tem DMD na superação das dificuldades.

Essa não é a primeira vez que Maurício de Sousa cria personagens com algum tipo de deficiência. Além de Edu, a Turma da Mônica tem a Dorinha (deficiente visual), o Humberto (deficiente auditivo), a Tati (Sindrome de down), o Luca (cadeirante) e o André (autista).

O que é DMD?

  • A distrofia muscular de Duchenne é uma doença genética, hereditária e rara, que afeta um a cada 5 mil meninos no mundo.
  • É causada pela alteração do gene que produz a distrofina, proteína fundamental para a contração muscular. A falta dessa proteína causa perda de força nos músculos.
  • Sem cura, a doença é progressiva, aumentando as limitações com o tempo. A partir dos 12 anos, pode ser necessário o uso de cadeira de rodas e grande parte dos pacientes tem insuficiência respiratória, que pode levar à morte.
  • Em geral, a doença começa a ser notada aos 2 ou 3 anos e acomete mais meninos, que apresentam dificuldade de locomoção e quedas.
  • O diagnóstico é feito por meio de exame de sangue para medir o nível de CPK e pode ser necessário um teste genético.
  • No Brasil, o tratamento disponível, que usa corticoides, não é considerado efetivo. Nos Estados Unidos, existe uma medicação nova, que ainda não está disponível por aqui.

Editora Conteúdo/Abgail Cardoso