Dor de cabeça e enxaqueca: engana-se quem pensa que é tudo a mesma coisa

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Existem mais de 150 tipos de cefaleia, que é chamada popularmente de dor de cabeça. Em geral, causam apenas um desconforto ou dor localizada na região cefálica, que não pode ser explicada através de exames clínicos ou laboratoriais.

Mas existem as chamadas cefaleias secundárias, que acontecem em consequência de lesão, acidente vascular cerebral, consumo de álcool, infecção, perturbações do pescoço, olhos, nariz, seios da face ou dentes. No caso de estar associada a uma doença infecciosa, por exemplo, a dor cessa quando a doença estiver acaba. O mesmo acontece quando passa a ressaca.

E a enxaqueca?

Já a enxaqueca é uma doença neurológica, genética e crônica. Seu principal sintoma é a cefaleia. O quadro de enxaqueca pode incluir náuseas, vômitos, formigamento, dormência, sensibilidade à luz e a cheiros. E pode durar de algumas horas a três dias.

Por que ela acontece?

São vários os fatores que desencadeiam uma crise de enxaqueca, relacionados com alimentos, bebidas alcoólicas, hormônios, medicamentos e questões ambientais. Questões emocionais, como estados de depressão e estresse, também contribuem para o aparecimento de crises.

Anticoncepcionais, medicamentos para dormir e anfetaminas também estão incluídos entre as várias causas possíveis. Até mesmo alguns alimentos podem atuar como gatilhos de enxaquecas – entre eles queijos envelhecidos, chocolate, enlatados, fígado de frango, feijão, salame, salsichas, tomate, trigo e amendoim. Por questões hormonais, as mulheres têm mais enxaqueca do que os homens.

E tem cura?

Como doença crônica, a enxaqueca não tem cura, mas pode e precisa ser controlada. Para quem tem crises frequentes, a recomendação é que sejam observados e anotados os fatores desencadeantes, que variam de pessoa para pessoa. Com essas informações, o neurologista tem condições de prescrever a melhor terapêutica para cada caso.

Existem várias classes de medicamentos profiláticos, mas a recomendação é que os remédios somente devem ser usados com orientação do médico, em situações que favoreçam o surgimento de uma crise.

Editora Conteúdo/Abgail Cardoso