Home Doctor lança protocolo de sepse, iniciativa inédita em atenção domiciliar

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Principal causa de morte evitável em todo o mundo, a sepse é uma doença que preocupa por sua alta taxa de mortalidade. “A cada 3 segundos e meio, uma pessoa morre no mundo por causa dessa síndrome, que, em 2017, foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde como um problema de saúde pública”, destaca a Dra. Daniela Carla de Souza, membro da Comissão Científica do Fórum de Sepse do Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS).

Desde então, a síndrome tornou-se uma prioridade da OMS, que passou a exigir que os países-membros, incluindo o Brasil, instituam políticas públicas de saúde para combate e prevenção da sepse. Estudos recentes apontam que ocorrem de 27 milhões a 30 milhões de casos por ano no mundo. Em crianças, estimam-se 1,2 milhão de casos por ano e 3 milhões em recém-nascidos.

“Acreditamos que esses dados são subestimados, já que os estudos incluídos nas revisões de literatura médica são, em sua maioria, oriundos de países desenvolvidos, onde a incidência da sepse é provavelmente menor”, afirma a Dra. Daniela. Calcula-se que, por ano, morrem cerca de 7 milhões a 9 milhões de pessoas em decorrência da sepse, e os sobreviventes podem enfrentar consequências pelo resto da vida.

No Brasil, estudo do Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS), que avaliou a prevalência da síndrome em UTI, demonstrou que:

  • 30% desses leitos estavam ocupados por pacientes sépticos e a letalidade foi de mais de 50% (o dobro da relatada em países desenvolvidos);
  • Por ano, 420 mil adultos são admitidos em UTI por sepse no Brasil;
  • 230 mil vão a óbito;
  • Não há dados representativos de sepse em crianças no Brasil.

Foi considerando esse quadro de alta gravidade e letalidade que a Home Doctor criou, pioneiramente, um protocolo gerenciado de sepse em atenção domiciliar, com foco em reconhecimento precoce e tratamento adequado. “É uma doença muito importante, que precisa ser bem conhecida pelos profissionais de saúde. Quanto antes ela for identificada, maior a chance de sucesso no tratamento e menor o risco ao paciente”, destaca a gerente médica da Home Doctor, Dra. Heloísa Amaral Gaspar.

Segundo ela, em atenção domiciliar, técnicos e auxiliares de enfermagem são essenciais para o reconhecimento precoce dessa doença. “Criamos um treinamento a distância sobre a sepse e seus primeiros sinais, que está disponível por meio da plataforma de educação continuada do Instituto de Ensino e Pesquisa da Home Doctor”, informa Dra. Heloísa.

Manual de familiares e cuidadores

 

A qualquer suspeita de sepse, técnicos ou auxiliares de enfermagem devem acionar imediatamente a equipe da GO! Emergências Médicas, que também passou por treinamento sobre o protocolo. O próximo passo será a criação de um manual para familiares e cuidadores.

Na opinião da Dra. Daniela, do ILAS, a iniciativa da Home Doctor é sensacional por chamar a atenção dos profissionais que estão na linha de frente de atendimento, em contato direto com os pacientes, capacitando-os para o reconhecimento da sepse e para as medidas iniciais, que são primordiais. “Fazer uso do antibiótico até uma hora após a suspeita diagnóstica é uma medida que comprovadamente reduz mortalidade”, afirma.

Outro fator que revela a importância do protocolo de sepse criado pela Home Doctor, na avaliação da Dra. Daniela, é que os pacientes em assistência domiciliar, com patologias crônicas, internações frequentes e dispositivos invasivos, são uma população de risco elevado para a síndrome. Portanto, o olhar para a sepse precisa estar mais alerta nesses pacientes, incluindo as famílias.

O que é sepse? 

Segundo o Instituto Latino-Americano de Sepse, a doença é uma síndrome, um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção. Chamada no passado de septicemia ou infecção no sangue, hoje sepse é mais conhecida como infecção generalizada.

Editora Conteúdo/Abgail Cardoso