FAQ CORONAVÍRUS

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Perguntas frequentes:

1 – O que é Coronavírus ou (COVID-19)?

O Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. Os primeiros Coronavírus humanos foram isolados em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus recebeu o nome de Coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia que parece uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com Coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas. Os Coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

O novo agente do Coronavírus foi descoberto em dezembro de 2019 na China e chamado de SARS-COV-2. Provoca a doença chamada de COVID-19 e é responsável pela pandemia de coronavírus de 2020.

2 – Como ocorre a contaminação?

A transmissão ocorre por contato e gotículas, através do:

  • Contato próximo (menor que 2 metros) com pessoas infectadas, por meio de secreções respiratórias de tosse ou espirro; contato com superfícies e objetos contaminados; contato com olhos, nariz e boca com as mãos não higienizadas após tocar em superfícies e objetos contaminados pelo vírus.

3 – Qual o período de incubação?

  • O período de incubação é o tempo entre a infecção e o início dos sintomas clínicos da doença;

As estimativas mostram de 1 a 14 dias, com medias entre 5 a 6 dias.

4 – Quais os sintomas?

A maioria dos pacientes apresenta quadros leves (85%). A manifestação mais evidente é composta por febre e sintomas respiratórios, mas a febre pode não estar presente e outros sintomas como mialgia, alteração de olfato ou paladar podem ser preponderantes. Os principais sinais e sintomas relacionados a COVID-19 são:

• Tosse;

• Taquipneia ou Dispneia (dificuldade para respirar);

• Febre (>37,8ºC)

• Calafrios

• Mialgia (dor muscular)

• Cefaleia (dor de cabeça)

• Odinofagia (dor de garganta)

• Perda ou alteração de olfato ou paladar

5 – A doença costuma ser grave?

Não, em torno de 85% dos casos a doença tem uma apresentação leve, não sendo necessária a hospitalização.

Em grupos de risco (idosos, em especial acima de 80 anos e com comorbidades), a doença pode ter uma apresentação mais grave, sendo este o grupo que merece mais atenção. 

6 – Quem deve ser considerado caso suspeito?

A forma de transmissão passou a ser classificada em local ou comunitária, conforme mostra o quadro abaixo:

TRANSMISSÃO LOCAL DA COVID-19
Ocorrência de caso autóctone com vínculo epidemiológico a um caso confirmado identificado
TRANSMISSÃO COMUNITÁRIA DA COVID-19
Ocorrência de casos autóctones sem vínculo epidemiológico a um caso confirmado, em área definida,

OU

Se for identificada um resultado laboratorial positivo sem relação com outros casos na iniciativa privativa ou na rotina de vigilância de doenças respiratórias

OU

A transmissão se mantiver por 5 (cinco) ou mais cadeias de transmissão

Diante  do atual cenário do Brasil de transmissão comunitária os casos suspeitos serão todos que apresentarem Síndrome Gripal (SG) ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), independente do agente etiológico.

A definição diagnóstica de SG encontra-se no quadro abaixo:

Pacientes que não apresentem critérios de SG, mas apresentem outros sintomas sugestivos como alteração de olfato/paladar, cefaleia, dor de garganta, mialgia (vide item 4) são considerados suspeitos até elucidação diagnóstica.

Desta forma, consideramos casos suspeito o indivíduo com síndrome gripal ou outros sintomas/sinais sugestivos avaliados pelo médico e/ou SCID como COVID-19 suspeito na indisponibilidade de exame confirmatório.

7 – O que é o caso confirmado?

É considerado caso confirmado o indivíduo com PCR positivo, sorologia positiva ou tomografia computadorizada de tórax com imagem sugestiva (na indisponibilidade de realizar exame confirmatório).

8 – Quais os cuidados de prevenção?

A principal medida de prevenção é a higiene das mãos, segundo a OMS, a lavagem das mãos é uma das principais ferramentas de controle em epidemias, podendo reduzir em até 40% a transmissão viral:

  • População geral: Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool
  • Profissionais de saúde: Deve ser realizada antes e após contato com paciente, e entre os procedimentos realizados no mesmo paciente, respeitando os 5 momentos preconizados (Figura 1) e a técnica e indicação correta da higiene das mãos com sabonete e água ou com produto alcoólico (Figuras 2 e 3);
Figura 1: Conceito dos 5 Momentos – OMS

É fundamental, após retirada dos equipamentos de proteção individual, realizar a higienização das mãos imediatamente (Figura 2).

Deve ser priorizado o uso de papel toalha para secar as mãos, não sendo possível a toalha de pano dever ser trocada sempre que úmida.

Figura 2: Técnica de Higiene das Mãos com água e sabão
Figura 3 – Técnica de fricção anti-séptica das mãos com preparações alcoólicas.

Um indivíduo resfriado deve seguir medidas que visam impedir a disseminação do vírus:

  • Se tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com cotovelo flexionado ou lenço descartável;
  • Descartar o lenço em recipiente adequado para resíduos, imediatamente após o uso;
  • Lavar as mãos frequentemente, principalmente após tossir ou espirrar;
  • Evitar tocar olhos, nariz e boca;
  • Evitar tocar em superfícies como maçanetas, mesas, pias e outras, principalmente o ambiente do paciente;
  • Manter ambiente arejado;
  • Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.

9- Quem deve usar EPI (equipamento de proteção individual)?

Os  equipamentos de proteção individual (EPIs), tem como função proteger o indivíduo que os utiliza, sendo assim, o profissional de saúde que realizar atendimento de paciente com Síndrome Gripal (definição pergunta 6) ou confirmados de Coronavírus está indicado a Precauções de Contato e Gotículas, ou seja, o uso de máscara cirúrgica, avental de manga longa, luvas de procedimento e os óculos de proteção.

10 – Como deve ser utilizado o EPI (equipamento de proteção individual) pelo profissional de saúde que atende o paciente suspeito ou confirmado de COVID-19?

Sequência correta de colocação dos EPIs:

Sequência correta de retirada dos EPIs:

Cuidados com a máscara cirúrgica:

  • As máscaras devem ser utilizadas para evitar a contaminação da boca e nariz do profissional por gotículas respiratórias, principalmente quando atuar a uma distância inferior a 1 metro do paciente suspeito;
  • Colocar cuidadosamente para cobrir a boca e o nariz e amarrar com segurança para minimizar os espaços entre a face e a máscara;
  • Enquanto estiver em uso, evitar tocar na máscara; remover a máscara usando a técnica apropriada (ou seja, não tocar na frente, mas remover por trás);
  • Antes e Após a utilização de máscara ou sempre que tocar inadvertidamente na máscara usada, higienizar as mãos;
  • Substituir a máscara por uma nova máscara limpa e seca quando a mesma ficar úmida (não reutilizar máscaras descartáveis);
  • O paciente com Síndrome Gripal com necessidade de circulação fora do seu ambiente de restrição deverá colocar a máscara.

Nota: Máscara de tecido não são recomendadas, sob qualquer circunstância.

Cuidados com luvas de procedimento:

  • É obrigatório para qualquer contato com paciente e seu ambiente de forma a reduzir a possibilidade de transmissão para o profissional;
  • Quando o procedimento a ser realizado exigir técnica asséptica, devem ser utilizadas luvas estéreis (de procedimento cirúrgico);
  • Devem ser descartadas imediatamente após o uso, não sendo permitido circular com luvas fora do ambiente do paciente;
  • Higienizar as mãos antes da colocação e após a retirada das luvas;
  • Não devem ser utilizados duas luvas para atendimento dos pacientes, esta ação não garante mais segurança à assistência;
  • O uso de luvas não substitui a higiene das mãos.

Cuidados com protetor ocular:

  • Os óculos de proteção (ou protetor de face) devem ser utilizados quando houver risco de exposição do profissional a respingos de sangue, secreções corporais e excreções;
  • Os óculos de proteção devem ser exclusivos para cada profissional responsável pela assistência, devendo, após o uso, sofrer processo de higienização;
  • Óculos convencionais (de grau) não devem ser usados como protetor ocular, uma vez que não protegem a mucosa ocular de respingos. Os profissionais de saúde que usam óculos de grau devem usar sobre estes os óculos de proteção.

Cuidados com avental de manga longa (descartável):

  • O avental de manga longa deve ser utilizado durante toda a manipulação do paciente suspeito ou confirmado, além de contato com superfícies próximas ao leito, a fim de evitar a contaminação da pele e roupa do profissional;
  • Durante o plantão, o avental deverá ser pendurado para reutilização, desde que usado para o mesmo profissional e não estiver sujo, molhado ou rasgado;
  • Para equipe multidisciplinar deverá ser descartado com técnica após o uso, mesmo que seja utilizado apenas para exame físico;
  • Não será permitido circular com o avental fora do ambiente do paciente.

11 – Quando deve ser usada a máscara de proteção respiratória (respirador particulado ou N95)

Apenas indicada quando o paciente suspeito ou confirmado for submetido a procedimentos com geração de aerossóis, como: intubação traqueal, extubação, aspiração aberta das vias aéreas, fisioterapia, ressuscitação cardiopulmonar respiratória, ventilação manual, ventilação invasiva e invasiva, coleta de espécime clínico para diagnóstico etiológico.

Esta máscara tem 95% de eficácia na filtração de partículas acima de 0,3 µm (N95, PFF2). A máscara de proteção respiratória deve ser de uso individual e estar apropriadamente ajustada à face.

Cuidados com máscara de proteção respiratória (respirador particulado ou N95)

  • Objetivo é evitar contaminação por aerossol;
  • A máscara pode ser reutilizada pelo mesmo profissional enquanto permanecer em boas condições de uso. Deverá ser inspecionada visualmente para determinar se sua integridade comprometida, como vedação aceitável, tirantes elástico, não apresente sujidade ou contaminação por fluidos corpóreos e não estar úmida, rasgada, amassada ou com vincos;
  • Recomenda-se colocá-la em embalagem individual não hermética, de forma a permitir a saída da umidade (por exemplo, embalagem plástica perfurada ou a própria embalagem da máscara). Não é recomendável o uso de embalagem de papel ou de outro material que absorva umidade ou sirva de substrato para a proliferação do patógeno.
  • Não deve ser colocado máscara cirúrgica embaixo de uma máscara de proteção respiratória pois não propicia a vedação correta.

Nota: Usar EPIs quando não indicado pode gerar custos desnecessários e criar uma falsa sensação de segurança que pode levar a negligenciar outras medidas como práticas de higiene das mãos;

12- Pessoas sem sintomas devem utilizar máscaras?

A recomendada Anvisa é a utilização de máscara cirúrgica apenas para indivíduo sintomático (COVID-19 suspeito ou confirmado) e profissional de saúde em atendimento destes pacientes (COVID-19 suspeito ou confirmado).

Para demais indivíduos da população pode ser utilizada a máscara não profissional de tecido, como forma de barreira.

13 – Como deve ser realizada a limpeza do ambiente e equipamentos?

Para todos os pacientes:

  • O ambiente do paciente deve ser arejado mantendo janelas e portas abertas;
  • Evitar acúmulo de poeira;
  • A limpeza do ambiente e equipamentos deve ocorrer diariamente ou sempre que necessário seguindo a rotina já estabelecida no domicílio.
  • A desinfecção dos materiais respiratórios deve seguir a rotina já preconizada em procedimento (PR-ID-0022 – Desinfecção de Materiais Respiratórios);
  • A circulação dentro do ambiente do paciente deve ser restrita aos profissionais e cuidadores do paciente (devemos limitar as visitas).

Para pacientes com Síndrome Gripal ou confirmados para COVID-19:

  • O ambiente do paciente deve ser arejado mantendo janelas e portas abertas. No momento de realização de procedimentos com geração de aerossóis manter porta e janelas fechadas caso dê acesso para ambiente interno do domicílio;
  • Deve permanecer em quarto privativo. Na impossibilidade deste deve-se manter a distância de pelo menos 2 metros de outro indivíduo e dormir em cama separada (mães que estão amamentando devem continuar amamentando com o uso de máscara);
  • Limitar a movimentação do paciente pela casa e quando necessário o paciente deverá estar com máscara cirúrgica. Locais da casa com compartilhamento (como cozinha, banheiro) devem estar bem ventilados;
  • O paciente só poderá sair de casa em casos de emergência. Caso necessário, sair com máscara, evitar multidões e utilizar transportes individuais;
  • Restringir totalmente visitas ao doente;
  • Evitar acúmulo de poeira;
  • A limpeza do ambiente e equipamentos deve ocorrer diariamente ou sempre que necessário seguindo a rotina já estabelecida no domicílio. Recomendado utilizar sabão neutro, sem aroma forte nas superfícies, lavando com frequência os panos E associar desinfecção com produto alcoólico à 70%, hipoclorito de sódio à 1% ou água sanitária com diluição de acordo com fabricante;
  • Se houver secreções na roupa de cama, ela deve ser embalado em um saco plástico, pelo próprio paciente antes de levar à máquina de lavar ou tanque, lavando separadamente. Utilizar luvas e máscara caso não seja o próprio paciente;
  • Não compartilhar objetos como, pasta de dente, sabonete de pia e toalha de rosto, talheres.

14 – Como proceder caso um paciente em Atenção Domiciliar apresente sintomas suspeitos de COVID-19?

  1. Entrar em contato com a Central de Emergência da Home Doctor, para melhor avaliação das necessidades e piora da clínica.
  2. Caso o paciente seja mantido em domicílio, deverá permanecer em um quarto privativo e com limitação de sua circulação. Se necessário sair do ambiente, o mesmo deverá utilizar máscara cirúrgica até que esteja sem sintomas e com orientação da equipe assistencial.

15 – Como proceder caso familiar ou cuidador de um paciente em Atenção Domiciliar apresente sintomas suspeitos de COVID-19?

Devemos recomendar que o indivíduo entre em contato com seu médico, e se afaste do contato com a paciente. Se possível permanecendo em outro domicílio ou em cômodo restrito, sem circulação próxima ao paciente e/ou profissionais que prestem atendimento ao paciente.

16 – Caso paciente seja diagnosticado com COVID-19, como ficarão as visitas de equipe multidisciplinar?

Cada caso deverá ser avaliado individualmente quanto à possibilidade e necessidade de adequações do PAD durante a fase ativa da doença.

17 – Quais medidas a Home Doctor está tomando junto aos prestadores para evitar o envio de profissionais infectados?

A Home Doctor está fornecendo material educativo e de orientações de conduta aos seus profissionais, orientando e fornecendo equipamentos de proteção individual (EPI) quando indicado para que os profissionais prestem atendimento seguro reduzindo seu risco de contaminação, além disso, profissionais com sintomas respiratórios serão afastados do trabalho durante a fase ativa da doença.

18 – Quais são as recomendações em casos de compromissos externos (terapias, exames, trocas de dispositivos)?

Todos os procedimentos eletivos, seja exame, terapia ou procedimento cirúrgico devem ser avaliados quanto a possibilidade de adiamento, já que a maior concentração de casos suspeitos ocorre em serviços saúde e ida a estes locais expõe o paciente ao risco de contaminação.

19 – Existe tratamento para o COVID-19?

Até o momento não há medicamento específico para o tratamento da infecção humana pelo novo Coronavírus (2019-nCoV). No entanto, medidas de suporte devem ser implementadas.

Medidas não-farmacológicas:

  • Repouso;
  • Hidratação e alimentação balanceada;
  • Isolamento domiciliar por 14 dias do início dos sintomas.

Medidas farmacológicas e clínicas

Prescrição de fármacos para o controle de sintomas indicada pelo médico, caso não haja nenhuma contraindicação.

Todos os pacientes sintomáticos que permanecerem em ambiente domiciliar devem ser alertados para a possibilidade de piora do quadro clínico e sinais de alerta de complicações como: aparecimento de febre (podendo haver casos iniciais afebris), elevação ou aumento de intensidade de febre ou sinais respiratórios, taquicardia, dor pleurítica, fadiga, dispneia. O monitoramento telefônico dos casos confirmados é recomendado e se o paciente demonstrar qualquer sinal de alerta deve ser avaliado pela equipe de emergência.

20 – Quais são os sinais que configuram gravidade?

Síndrome gripal com presença de dispneia ou os seguintes sinais ou sintomas de gravidade:

 Frequência respiratória (por minuto) em crianças

Frequência cardíaca (por minuto) em crianças

No aparecimento de qualquer um destes sinais a equipe assistencial deverá ser imediatamente informada.

21 – Quais as medidas preventivas estão sendo adotadas nas remoções eletivas e de urgência?

As ambulâncias da Home Doctor, bem como a equipe do atendimento de urgência estão seguindo as seguintes recomendações:

  • Intensificar a ventilação do veículo para aumentar a troca de ar durante o transporte;
  • Limpeza e desinfecção todas as superfícies internas do veículo após a realização do transporte.
  • Sempre notificar previamente o serviço de saúde para onde o caso suspeito ou confirmado será encaminhado.
  • As medidas preventivas para equipe e paciente estão especificadas na tabela abaixo.

Tabela: Recomendação de medidas a serem implementadas para prevenção e controle da disseminação para atendimento pela equipe de emergência:

CASOS SUSPEITOS OU CONFIRMADOS E ACOMPANHANTES Usar máscara cirúrgica; Usar lenços de papel (tosse, espirros, secreção nasal); Higiene das mãos frequente com água e sabonete líquido.
PROFISSIONAIS DE SAÚDE Higiene das mãos; Óculos de proteção ou protetor facial (ao realizar procedimentos com risco de exposição a fluidos/secreções); Máscara cirúrgica; Avental descartável; Luvas de procedimento.  
Observação: os profissionais de saúde deverão utilizar máscaras N95,FFP2, ou equivalente, ao realizar procedimentos geradores de aerossóis como por exemplo, intubação ou aspiração traqueal, ventilação não invasiva, ressuscitação cardiopulmonar, ventilação.
PROFISSIONAIS DE APOIO, CASO PARTICIPEM DA ASSISTÊNCIA DIRETA AO CASO SUSPEITO OU CONFIRMADO Higiene das mãos; Óculos de proteção ou protetor facial (ao realizar procedimentos com risco de exposição a fluidos/secreções; Máscara cirúrgica; Avental descartável; Luvas de procedimento.

22 – Humanos podem transmitir o novo coronavírus para animais?

Não se pode afirmar com exatidão por enquanto, mas provavelmente não. É recomendável que pessoas doentes com COVID-19 limitem o contato com animais até que mais informações sejam conhecidas sobre o vírus. Isso pode ajudar a garantir que você e seus animais permaneçam saudáveis.

23 – Animais de estimação podem transmitir o vírus a humanos?

Não há evidências até o momento, mas provavelmente não. Recomendamos lavagem das mãos após manusear animais, alimentos, resíduos ou suprimentos; praticar uma boa higiene dos animais; levar seu animal de estimação ao veterinário regularmente.

24 – Durante quanto tempo o vírus pode sobreviver fora do organismo?

Não se sabe ainda com precisão. Estudos sugerem que ele pode persistir em superfícies por algumas horas ou até vários dias. Na dúvida, higienizar as mãos é a melhor medida preventiva ao tocar objetos de uso público ou coletivo.

25 – Estou grávida. O que devo fazer?

Gestantes devem se proteger e seguir as mesmas recomendações do público em geral para evitar o contágio pelo vírus. Até o momento, as gestantes não parecem ser um grupo de maior risco para doença grave, como ocorreu na pandemia da gripe H1N1. O novo coronavírus não é transmitido ao feto ou ao bebê durante a gravidez ou no parto, segundo estudos disponíveis até o momento. O vírus não foi encontrado em amostras de líquido amniótico ou leite materno.

26 – Como posso me proteger no local de trabalho?

Se for possível, faça suas atividades sem sair de casa. Caso não seja, desinfete regularmente as superfícies (estações de trabalho, mesas) e objetos (telefone, teclado). Teletrabalho (home office) pode fazer parte das medidas de contenção do vírus.

27 – Como posso limpar o celular para evitar a contaminação pelo novo coronavírus?

Desligue o celular e tire-o da tomada. Para higienizar a tela, panos macios umedecidos com álcool isopropílico com concentração de 70% (não confundir com álcool gel 70%), sempre com movimentos suaves. Evite umidade nas aberturas do aparelho, incluindo a porta de carregamento, a entrada do fone de ouvido, microfones e alto falantes. Limpe a capinha

28 – Pego ônibus lotado todos os dias. Como evitar o contágio?

O ideal seria evitar aglomerações, manter distância das outras pessoas e sair de casa apenas quando necessário. Se não for possível, higienize as mãos com álcool gel 70% antes de entrar nos ônibus e imediatamente após sair ou priorize lavar as mãos com água e sabão ao chegar em casa ou no trabalho. Dentro do ônibus, evite tocar os olhos, nariz e boca. Não é preciso luvas para tocar nas superfícies pois a luva dificulta a higiene de mãos. Não está indicado o uso de máscara cirúrgica para população durante a circulação mas sim o uso de máscara não profissional de tecido.

29 – Pessoas com COVID-19 devem suspender o uso de medicamentos de uso contínuo?

Não. Os medicamentos devem continuar sendo usados.

30 – Existe uma vacina contra COVID-19?

Como a doença é nova, não há vacina até o momento. Porém, existem pesquisas em andamento e a expectativa é que seja desenvolvida em breve.

Referências:

  • Informe da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) sobre o novo coronavírus Nº 10 atualizado 23 de março de 2020
  • Nota Técnica GVIMS/GGTES/ANVISA Nº 04/2020 – Orientações para serviços de saúde: Medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas durante a assistência aos casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) atualizado em 21/03/2020
  • Protocolo de manejo clínico do coronavírus (COVID-19) na atenção primária à saúde – Versão 2 atualizado em março 2020 – Secretária de Atenção Primária à Saúde (SAPS)
  • Boletim Epidemiológico – COE COVID-19 – 04/03/2020 (https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/coronavirus);
  • Home care for patients with suspected novel coronavirus (COVID-19) infection presenting with mild symptoms, and management of their contacts Interim guidance 04 February 2020;
  • Assistência domiciliar a pacientes suspeitos ou confirmados e contatos – 04 de fevereiro de 2020;
  • Divisão de infecção hospitalar/CVE – grupo técnico médico hospitalar/SERSA/CVS;
  • Informe da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) sobre o novo coronavírus – 12 de março de 2020.
  • Cartilha de Proteção Respiratória contra Agentes Biológicos para Trabalhadores de Saúde Anvisa.