10 maneiras de contribuir para uma infância sem racismo

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O Fundo das Nações Unidas para a Infância separou ações importantíssimas para que as famílias garantam o respeito étnico e racial desde os primeiros anos.

Bem sabemos a importância (e a dificuldade) de tratar temas complexos com as crianças. Conversar sobre assuntos como diversidade e inclusão – sempre respeitando a faixa etária e entendimento de cada um, claro, é um passo fundamental na luta contra o preconceito.

Pensando nisso, e acompanhando os movimentos antirracistas que vem acontecendo pelo mundo, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) reativou a sua campanha “Por uma infância sem racismo” no início de junho. Na nova iniciativa, foram reunidas algumas ações que podem ser adotadas pelas famílias para garantir o respeito e a igualdade étnica e racial desde o começo da vida.

Confira abaixo:

10    maneiras de contribuir para uma infância sem racismo:

1 – As diferenças enriquecem nosso conhecimento. Eduque as crianças e estimule novas formas de trazer diversidade pra vida do seu filho, seja através de novos tipos de brinquedos, outras línguas e costumes de diferentes raças, culturas e etnias.

2 – Histórias, piadas e expressões podem estigmatizar culturas e tradições. Indigne-se e esteja alerta se isso acontecer. Contextualize, explique que não tem graça e sensibilize a criança para que ela se coloque no lugar de quem está sendo alvo do ataque.

3 – Ensine seu filho a não classificar o outro pela cor da pele ou aparência.

4 – Se seu filho ou filha for discriminado, mostre-lhe que a diferença entre as pessoas é legal e que cada um pode usufruir de seus direitos igualmente.

5 – Racismo é crime, denuncie! Em todos os casos de discriminação, busque defesa no conselho tutelar, nas ouvidorias dos serviços públicos, na OAB e nas delegacias de proteção à infância e adolescência. A discriminação é uma violação de direitos.

6 – Nas salas de aula, em casa ou em lugares públicos, proporcione e estimule a convivência de crianças de diferentes raças e etnias nas brincadeiras.

7 – Valorize e incentive o comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnica e racial.

8 – Procure saber se o local onde você trabalha valoriza a contratação baseada na multiculturalidade e na igualdade racial. Estimule este pensamento entre seus colegas e supervisores.

9 – Cobre dos órgãos públicos de saúde e de assistência social a adoção de rotinas de atendimento sem discriminação para famílias indígenas e negras.

10 – Ajude a escola de seus filhos a adotar uma postura que valorize e ensine sobre a história e a cultura indígena e negra.

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Para divulgar o projeto, e fazer que a mensagem chegue ao maior número de pessoas possível, a UNICEF também compartilhou as dicas em sua conta nas redes sociais.

Como começou a campanha

A primeira movimentação da UNICEF no sentido de abordar a questão étnica e racial começou anos antes. A campanha “Por uma infância sem racismo” foi lançada ainda em 2011, junto com um vídeo que fala sobre os impactos do racismo e da desigualdade na vida de milhões de crianças e adolescentes brasileiros.

Adaptado de: https://bebe.abril.com.br/familia/10-maneiras-de-contribuir-para-uma-infancia-sem-racismo/